Como cooperas?

Como cooperas?
"Lembremo-nos de que há serviço divino dentro de nós e fora de nós. A favor de nossa própria redençao, é justo indagar se estamos cooperando com o espírito inferior que nos dominava até ontem ou se já nos afeiçoamos ao espírito renovador do Eterno Pai." Emmanuel/ Vinha de Luz

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Confiança

"Quem duvida de si próprio, pertuba o auxílio divino em si mesmo."
Emmanuel nos apresenta esta reflexão, fazendo-nos pensar em nossa responsabilidade diante da vida: nossa ação ou falta de ação fazem a diferença até mesmo no que diz respeito às questões de fé. É uma boa notícia saber que o auxílio (divino) está em toda parte; no entanto, a certeza de que a nossa atitude é fundamental para que as coisas aconteçam fornece uma autonomia importante nessa caminhada. A questão passa a ser a seguinte: o que fazemos com os recursos que recebemos constantemente, de que forma os utilizamos?
Reflexões...

terça-feira, 7 de abril de 2009

"... a genuflexão não soluciona questões fundamentais do espírito, nem a mera adoração à Divindade constitui a máxima edificação. Em verdade, todo ato de humildade e amor é respeitável e santo, e, incontestavelmente, o Senhor nos concederá suas bênçãos; no entanto, é imprescindível considerar que a manutenção e limpeza do vaso, para recolhê-las, é dever que nos assiste." (pág. 23 do livro Os Missionários de André Luiz psicografado por Chico Xavier)

quinta-feira, 5 de março de 2009

Uma questão de escolha

“Em matéria de mediunidade, não nos esqueçamos do pensamento.
Nossa alma vive onde se lhe situa o coração.
Caminharemos, ao influxo de nossas próprias criações, seja onde for.
(...)
Servindo ao progresso geral, move-se a alma na glória do bem. Emparedando-se no egoísmo, arrasta-se em desequilíbrio, sob as trevas do mal.
A Lei Divina é o Bem de todos.
Colaborar na execução de seus propósitos sábios é iluminar a mente e clarear a vida. Opor-lhe entraves, a pretexto de acalentar caprichos perniciosos, é obscurecer o raciocínio e coagular a sombra ao redor de nós mesmos.” (do livro Nos domínios da mediunidade psicografia de Chico Xavier, por André Luiz págs. 136/137 )
Uma nova oportunidade de reflexionar a cerca da importância do pensamento em nossa vida de relação. A doutrina de uma forma direta nos coloca diante da realidade de que nossa vida de relação não ocorre somente entre os "vivos"; ao contrário, nos relacionamos (mesmo que de forma inconsciente) com aqueles que já não possuem o corpo físico, mas que se mantêm de alguma forma e em algum momento vinculados a nós outros.
Esses companheiros por uma questão de afinidade estão envolvidos conosco. E nós? Quais os pensamentos que alimentamos? Quais os nossos interesses e ocupações? Quais as buscas e os objetivos que nos movem?
Sabendo o teor desses interesses, saberemos com toda certeza quem está ao nosso lado.
É pelo pensamento que recebemos o incentivo necessário a nossa renovação íntima, porque esse é o grande objetivo de estarmos aqui. Aqueles que torcem por esse tipo de progresso em nossa existência estão sempre que possível junto de nós, orientando-nos nesse sentido. No entanto, não há violência; esses Amigos respeitam a Lei de Liberdade (que é uma das Leis Divinas), ou melhor, nosso o livre-arbítrio.
A pergunta é: será que estamos disponíveis a esses companheiros,
será que permitimos a aproximação deles?
É uma questão de escolha.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Saúde mental

"A vida corpórea é a síntese das irradiações da alma. Não há órgãos em harmonia sem pensamentos equilibrados, como não há ordem sem inteligência." (pág. 107 do livro Nos domínios da mediunidade, André Luiz - Chico Xavier)
O que ocorre no corpo físico é, em verdade, um reflexo da vida mental de cada ser.
Dessa forma, torna-se extremamente importante o desenvolvimento do equilíbrio íntimo, a harmonia dos pensamentos com o que há de melhor.
O simples fato de colocar a culpa no que é externo não nos serve mais como desculpa, uma vez que somos dotados de autonomia para escolher e selecionar o que, de fato, importa enquanto valor.
Lembremos, ainda, do "tudo me é lícito, mas nem tudo me convém...", pois que representa uma grande verdade.
Pode-se pensar, a partir de então, que não somos proibidos de nada. O mundo globalizado da tecnologia bate a nossa porta a todo momento, oferecendo-nos aquilo que lhe interessa; cabendo a cada indivíduo, no entanto, decidir o que, de fato, convém - é uma questão de escolha, abrir ou não a porta.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Fé - conquista íntima



“A fé é o remédio seguro do sofrimento; mostra sempre os horizontes do infinito diante dos quais se esvaem os poucos dias brumosos do presente.”

(Santo Agostinho, O Evangelho Segundo o Espiritismo cap.V item 19)


Em meio a tanto barulho e agitação que a vida contemporânea nos oferece, às vezes, começamos a sentir a necessidade de quietude e paz. A busca do dia-a-dia pela “sobrevivência” acaba nos deixando cansados e uma falta de ânimo toma conta de nós. Nesse exato momento estamos sendo convidados, não a fazer a adesão ao movimento espírita, ou a qualquer outro tipo de seguimento religioso, mas a uma verdadeira viagem ao interior de nós mesmos – essa terra tão desconhecida, mas tão rica de respostas e possibilidades...
Cada ser é único, assim não há fórmulas. Não é a casa espírita, nem qualquer outro templo religioso que guarda a “chave mágica” que irá desvendar o “segredo”. Porque, na verdade, tudo que precisa ser desvendado encontra-se dentro de cada ser e, conseguintemente, cada um possui a sua “chave”, que na verdade não é tão mágica assim....
O que a doutrina espírita pode fazer por nós e, de uma forma bastante coerente e racional, faz, é nos orientar, esclarecer e até consolar. No entanto, não há milagres. O milagre é a nossa mudança. Um milagre perfeitamente possível, já que estamos aqui para isso.
Não são as coisas externas, não é o mundo moderno, da tecnologia que irá nos proporcionar felicidade, nem paz. A conquista é nossa, através da busca. Entretanto, a questão é: o que buscamos? De que forma? Onde? Em regra, buscamos fora; e, na maioria das vezes, o que é perecível, daí a grande frustração. Assim, ter fé não significa a adesão a esta ou aquela doutrina religiosa, não representa rótulo, nem prática exterior, mas acreditar em si, e, acima de tudo, ter a “luminosa certeza” de que há um Ser Supremo que criou o Universo, mas que, justamente por ser tão supremo assim, mantém a harmonia de tudo o que nele há.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Oração e vigilância no dia-a-dia

“... a mediunidade é um dom inerente a todos os seres, como a faculdade de respirar, e cada criatura assimila as forças superiores ou inferiores com as quais sintoniza. Por isso mesmo, o Divino Mestre recomendou-nos oração e vigilância para não cairmos nas sugestões do mal, porque a tentação é o fio de forças vivas a irradiar-se de nós, captando os elementos que lhe são semelhantes e tecendo, assim, ao redor de nossa alma, espessa rede de impulsos, por vezes irresistíveis.” (do livro Nos domínios da mediunidade pág. 58)

Sabemos, pelo Livro dos Espíritos, que não há arrastamento irresistível ao mal, somos atraídos de acordo com o nosso mais íntimo “conteúdo”; dessa forma, estamos vulneráveis às “tentações” por conta das fragilidades que carregamos. Assim, a recomendação de Jesus do orai e vigiai é sempre muito apropriada a cada um que esteja nessa busca do auto-aperfeiçoamento.
Talvez por descuido ou ainda por uma equivocada visão de nós mesmos, pensamos que já estamos imunes a determinado tipo de quedas. Com isso não estamos fazendo apologia à insegurança, que jamais nos levaria a qualquer lugar; referimo-nos, tão-somente, a uma cautela que nos viabilize segurança em nossos passos. Pode-se dizer que nisso também há um pouco de humildade em reconhecer nossa verdadeira condição de seres ainda imperfeitos.
O conhecimento, por exemplo, a que temos acesso através da Doutrina dos Espíritos, não nos dá nenhum tipo de imunidade, ao contrário, acarreta uma soma maior de responsabilidade. Jesus não prometeu aos apóstolos de sua época que estariam livres de qualquer tentação. Ainda carregamos nossas fragilidades emocionais e morais, por isso o cuidado de nos preservarmos contra os desvios que poderemos encontrar pelo caminho. As ilusões ainda podem nos pregar peças, desde que tenhamos o orgulho e a vaidade a nos cegar.
Fiquemos, então, atentos a nós mesmos, trabalhando intimamente para que cada vez mais estejamos fortalecidos e convictos da rota a ser seguida por nós, na plena certeza de que jamais estaremos sozinhos em nossas escolhas.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

A percepção de nós mesmos

“A evolução vagarosa nos milênios ou o choque brusco do sofrimento alteram-nos o panorama mental, aprimorando-lhe os valores.”

De acordo com o Benfeitor Áulus no livro Nos domínios da mediunidade pelo espírito André Luiz, psicografado por Chico Xavier, é necessário o trabalho vagaroso, porque gradativo, do tempo ou, o que ele denomina de choque brusco do sofrimento, ou seja, a dor para que o nosso panorama mental enriqueça e expanda em valores. Uma boa reflexão nos faz compreender que de fato é assim que ocorre. Muitas vezes temos a oportunidade de aprender uma determinada lição que pacientemente nossos pais, por exemplo, nos explicam; no entanto, quase sempre, teimamos em não dar ouvidos. E o que ocorre, então?! Passado algum tempo, lá estamos às voltas com dificuldades que, de alguma forma, ensinam aquela lição que não aprendemos antes por mera teimosia.
Assim, dessa forma, não há como admitir que o sofrimento, a dor ou a dificuldade seja um primeiro recurso para nos fazer caminhar. As possibilidades que a Vida pode utilizar para que despertemos são muitas. Nossa compreensão é limitada, por isso enxergamos tão pouco, medindo, inclusive, o próprio Criador pela nossa, ainda reduzida, escala de valores.
O convite que a Doutrina Espírita nos faz a todo instante é ampliarmos nossa compreensão, inclusive acerca de nós mesmos, para que não enxerguemos apenas os defeitos. Lógico que precisamos enxergá-los, tendo consciência da nossa realidade íntima; entretanto, é fundamental enxergar também o lado luz que já há em nós.
Jesus, em muitos momentos, chamava a atenção, daqueles que se aproximavam dele, para as potencialidades adormecidas dentro de cada ser, esperando tão-somente a nossa vontade ser colocada em movimentação. Um bom exemplo disso, são os próprios apóstolos – escolhidos no meio do povo, não mostravam super-poderes, nem tão-pouco eram perfeitos, tiveram a oportunidade de conviver com o Mestre no dia-a-dia; só mais tarde, porém, despertaram para o que de bom já havia dentro deles a ser colocado em prática – a luz em movimento, a beneficio de todos aqueles que necessitassem de algum tipo de consolo e esclarecimento.
Guardando as devidas proporções, pensemos em nós.
O que fazemos com o pouco de luz que já possuímos!?
Ou será que não conseguimos percebê-la!?
Porque filhos do Criador, todos temos um pouco de luz para clarear, não apenas o nosso caminho, mas também e, principalmente, o daqueles que de alguma forma ainda estão tateando ao nosso lado. Se pensarmos um pouquinho, vamos nos lembrar o quanto somos iluminados por outros que encarnados ou não já possuem condições de nos mostrar o que ainda não havíamos percebido.

domingo, 15 de fevereiro de 2009

SER FELIZ - Hammed

"Ser feliz não é uma questão de circunstância,
de estarmos sozinhos ou acompanhados pelos outros,
porém de uma atitude comportamental
em face das tarefas que viemos desempenhar na Terra."
Hammed (do livro Renovando Atitudes pág. 25)

Nosso olhar

“ ... vislumbramos fora o que somos por dentro.
(...) ... os olhos vêem conforme nossa atmosfera interior.
É por isso que alguns afirmam: este planeta é uma prisão;
outros dizem porém: não, é um hospital;
mais além outros tantos asseguram: é um belo jardim de paz.
Tua casa psíquica determina tua existência,
tua observação focaliza pântanos pestilentos
ou fontes cristalinas,
serpentes ou pássaros e, assim, diriges teu modo característico de ver,
conforme teu modelo interior, materializando e evidenciando
as coisas ou as pessoas fora de ti mesmo.”
(Hammed no livro Renovando Atitudes p. 160)

Felicidade relativa


“Aquele que se acha bem compenetrado de seu destino futuro não vê na vida corporal mais do que uma estação temporária, uma como parada momentânea em péssima hospedaria. Facilmente se consola de alguns aborrecimentos passageiros de uma viagem que o levará a tanto melhor posição, quanto melhor tenha cuidado dos preparativos para empreendê-la.”
(comentário de Kardec questão 921 de O Livro dos Espíritos) (felicidade relativa)

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Reflexões

“A infelicidade é a alegria, é o prazer, é o tumulto, é a vã agitação, é a satisfação louca da vaidade, que fazem calar a consciência, que comprimem a ação do pensamento, que atordoam o homem com relação ao seu futuro. A infelicidade é o ópio do esquecimento que ardentemente procurais conseguir.” Delfina de Girardin
(O Evangelho segundo o Espiritismo cap. V item 24)

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Esquecimento do passado

“Para nos melhorarmos, outorgou-nos Deus, precisamente, o de que necessitamos e nos basta: a voz da consciência e as tendências instintivas. Priva-nos do que nos seria prejudicial.
Ao nascer, traz o homem consigo o que adquiriu, nasce qual se fez; em cada existência, tem um novo ponto de partida. (...) Suas atuais tendências más indicam o que lhe resta a corrigir em si próprio e é nisso que deve concentrar-se toda a sua atenção, porquanto, daquilo de que se haja corrigido completamente, nenhum traço mais conservará. As boas resoluções que tomou são a voz da consciência, advertindo-o do que é bem e do que é mal e dando-lhe forças para resistir às tentações.”
(O Evangelho Segundo o Espiritismo cap. V item 11)

Felicidade

“Ninguém pode nos fazer felizes ou infelizes, somente nós mesmos é que regemos o nosso destino. Assim sendo, sucessos ou fracassos são subprodutos de nossas atitudes construtivas ou destrutivas.” (pág. 26 do livro Renovando Atitudes)

(lei de causa /efeito) – Compete a cada um de nós retificarmos hoje uma estrada que ontem desorganizamos. Os males, por nós encontrados, representam tão-somente o resultado dos equívocos que cometemos ontem. No entanto, o dia de hoje representa a bênção do recomeço. Nascemos para acertar, esse representa o grande objetivo de nossa reencarnação. A felicidade independe daquilo que está ao nosso redor; não adianta procurar fora. É uma questão de construção íntima. Joana De Angelis, no livro Vida Feliz, fala que a nossa fatalidade é o bem.
Por isso, pode-se afirmar que ninguém está fadado ao sofrimento. Esse é o fruto de nossas escolhas indevidas; numa palavra, livre-arbítrio utilizado de forma equivocada.