Como cooperas?

Como cooperas?
"Lembremo-nos de que há serviço divino dentro de nós e fora de nós. A favor de nossa própria redençao, é justo indagar se estamos cooperando com o espírito inferior que nos dominava até ontem ou se já nos afeiçoamos ao espírito renovador do Eterno Pai." Emmanuel/ Vinha de Luz

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Vigiemos e Oremos

“Vigiai e orai, para não cairdes em tentação.”- Jesus. (MATEUS, 26:41).

As mais terríveis tentações decorrem do fundo sombrio de nossa individualidade, assim como o lodo mais intenso, capaz de tisnar o lago, procede do seu próprio seio.
Renascemos na Terra com as forças desequilibradas do nosso pretérito para as tarefas do reajuste.
Nas raízes de nossas tendências, encontramos as mais vivas sugestões de inferioridade. Nas íntimas relações com os nossos parentes, somos surpreendidos pelos mais fortes motivos de discórdia e luta.
Em nós mesmos podemos exercitar o bom ânimo e a paciência, a fé e a humildade. Em contacto com os afetos mais próximos, temos copioso material de aprendizado para fixar em nossa vida os valores da boa-vontade e do perdão, da fraternidade pura e do bem incessante.
Não te proponhas, desse modo, atravessar o mundo sem tentações. Elas nascem contigo, assomam de ti mesmo e alimentam-se de ti, quando não as combates, dedicadamente, qual o lavrador sempre disposto a cooperar com a terra da qual precisa extrair as boas sementes.
Caminhar do berço ao túmulo, sob as marteladas da tentação, é natural. Afrontar obstáculos, sofrer provações, tolerar antipatias gratuitas e atravessar tormentas de lágrimas são vicissitudes lógicas da experiência humana.
Entretanto, lembremo-nos do ensinamento do Mestre, vigiando e orando, para não sucumbirmos às tentações, de vez que mais vale chorar sob os aguilhões da resitência que sorrir sob os narcóticos da queda.
(EMMANUEL, do livro Fonte Viva, p. 253-254)

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

A exemplo do Cristo


A exemplo do Cristo
“Ele bem sabia o que havia no homem.”- (JOÃO, 2:25.)
Sim, Jesus não ignorava o que existia no homem, mas nunca se deixou impressionar negativamente.
Sabia que a usura morava com Zaqueu, contudo, trouxe-o da sovinice para a benemerência.
Não desconhecia que Madalena era possuída por gênios do mal, entretanto, renovou-a para o amor puro.
Reconheceu a vaidade de intelectual de Nicodemos, mas deu-lhe novas concepções da grandeza e da excelsitude da vida.
Identificou a fraqueza de Simão Pedro, todavia, pouco a pouco instala no coração do discípulo a fortaleza espiritual que faria dele o sustentáculo do Cristianismo nascente.
Vê as dúvidas de Tomé, sem desampará-lo.
Conhece a sombra que habita em Judas, sem negar-lhe o culto da afeição.
Jesus preocupou-se, acima de tudo, em proporcionar a cada alma uma visão mais ampla da vida e em aquinhoar cada espírito com eficientes recursos de renovação para o bem.
Não condenes, pois, o próximo porque nele observes a inferioridade e a imperfeição.
A exemplo do Cristo, ajuda quanto possas.
O Amigo Divino sabe o que existe em nós... Ele não desconhece a nossa pesada e escura bagagem do pretérito, nas dificuldades do nosso presente, recheado de hesitações e de erros, mas nem por isso deixa de estender-nos amorasamente as mãos.
(do livro Fonte Viva, Emmanuel, p. 251-252)


terça-feira, 8 de dezembro de 2009

CORAÇÕES CEVADOS

CORAÇÕES CEVADOS

“Cevastes os vossos corações,
como num dia de matança.”- (Tiago, 5:5.)

Pela prosperidade e aperfeiçoamento do mundo, trabalha o Sol, que é a suprema expressão da Divindade Vital no firmamento terrestre.
Colabora o verme na intimidade do solo, preparando ninho adequado às sementes.
Contribui a aragem, permutando o pólen das flores.
Esforça-se a água, incessantemente, entretendo a vida física e purificando-a.
Serve a árvore, florindo, frutificando e regenerando a atmosfera.
Coopera o animal, ajudando as realizações humanas, suando e morrendo para que haja vida normal no domínio da inteligência superior.
Indefectível lei de trabalho rege o Universo.
O movimento e a ordem, na constância dos benefícios, constituem-lhe a s características essenciais.
Há, porém, milhões de pessoas que se sentem exoneradas da glória de servir.
Para semelhantes criaturas, em cujo cérebro a razão dorme embotada e vazia, trabalho significa degredo e humilhação, inferno e sofrimento.
(Emmanuel, p. 187-188 Fonte Viva)

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

O Evangelho Segundo o Espiritismo cap. IV

“NECESSIDADE DA ENCARNAÇÃO:
É um castigo a encarnação e somente os Espíritos culpados estão sujeitos a sofrê-la?
A passagem dos Espíritos pela vida corporal é necessária para que eles possam cumprir, por meio de uma ação material, os desígnios cuja execução Deus lhes confia. É-lhes necessária, a bem deles, visto que a atividade que são obrigados a exercer lhes auxilia o desenvolvimento da inteligência. Sendo soberanamente justo, Deus tem de distribuir tudo igualmente por todos os seus filhos; assim é que estabeleceu para todos o mesmo ponto de partida, a mesma aptidão, as mesmas obrigações a cumprir e a mesma liberdade de proceder. Qualquer privilégio seria uma preferência, uma injustiça. Mas, a encarnação, para todos os Espíritos, é apenas um estado transitório. É uma tarefa que Deus lhes impõe, quando iniciam a vida, como primeira experiência do uso que farão do livre-arbítrio. Os que desempenham com zelo essa tarefa transpõem rapidamente e menos penosamente os primeiros graus da iniciação e mais cedo gozam do fruto de seus labores. Os que, ao contrário, usam mal da liberdade que Deus lhes concede retardam a sua marcha e, tal seja a obstinação que demonstrem, podem prolongar indefinidamente a necessidade da reencarnação e é quando se torna um castigo.” (São Luís. Paris, 1859)

domingo, 6 de dezembro de 2009

A Virtude

A VIRTUDE
FRANÇOIS-NICOLAS-MADELEINE
Paris, 1863
8 – A virtude, no seu grau mais elevado, abrange o conjunto de todas as qualidades essenciais que constituem o homem de bem. Ser bom, caridoso, trabalhador, sóbrio, modesto, são as qualidades do homem virtuoso. Infelizmente, são quase sempre acompanhadas de pequenas falhas morais, que as deslustram e enfraquecem. Aquele que faz alarde de sua virtude não é virtuoso, pois lhe falta a principal qualidade: a modéstia, e sobra-lhe o vício mais oposto: o orgulho. A virtude realmente digna desse nome não gosta de exibir-se. Temos de adivinhá-la, mas ela se esconde na sombra, foge à admiração das multidões. São Vicente de Paulo era virtuoso. O digno Cura de Ars era virtuoso. E assim muitos outros, pouco conhecidos do mundo, mas conhecidos de Deus. Todos esses homens de bem ignoravam que eram virtuosos. Deixavam-se levar pela corrente das suas santas inspirações, e praticavam o bem com absoluto desinteresse completo esquecimento de si mesmos.
É para essa virtude, assim compreendida e praticada, que eu vos convido, meus filhos. Para essa virtude realmente cristã e verdadeiramente espírita, que eu vos convido a consagrar-vos. Mas afastai de vossos corações o sentimento do orgulho, da vaidade, do amor próprio, que deslustram sempre as mais belas qualidades. Não imiteis esse homem que se apresenta como modelo e se gaba das próprias qualidades, para todos os ouvidos tolerantes. Essa virtude de ostentação esconde, quase sempre, uma infinidade de pequenas torpezas e odiosas fraquezas.
O homem que se exalta a si mesmo, que eleva estátuas à sua própria virtude, em princípio aniquila, por essa única razão, todos os méritos que efetivamente podia ter. E que direi daquele cujo valor se reduz a parecer o que não é? Compreendo perfeitamente que aquele que faz o bem sente uma satisfação íntima, no fundo do coração. Mas desde o momento em que essa satisfação se exterioriza, para provocar elogios, degenera em amor- próprio.
Oh, vós todos, a quem a fé espírita reanimou os seus raios, e que sabeis quanto o homem se encontra longe da perfeição, jamais vos entregueis a essa estultícia! A virtude é uma graça, que desejo para todos os espíritas sinceros, mas com esta advertência: Mais vale menos virtude na modéstia, do que muitas no orgulho. Foi pelo orgulho que as humanidades se perderam sucessivamente. É pela humildade que elas um dia deverão redimir-se.
(O Evangelho Segundo o Espiritismo)

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Respeito às convicções individuais

"A matéria é o obstáculo útil; provoca o esforço e desenvolve a vontade; contribui para a ascensão dos seres, impondo-lhes necessidades que o obrigam a trabalhar." (Leon Denis do livro O problemas do ser, do destino e da dor, p. 163)
Nossa intenção não deve ser a de fazer proselitismo, ou seja, convencer o outro na "marra". A Doutrina Espírita oferece esclarecimento àqueles que estão em busca de respostas, de consolo, ... Não é finalidade, mas meio. Meio de renovação íntima, é pra isso que ela nos serve - como um instrumento. De forma muito lúcida, tendo a razão por base, Allan Kardec teve o cuidado de organizar, didaticamente, toda a estrutura dessa Doutrina, para que ela possa nos ajudar em nosso processo evolutivo.
Assim, não se pode violentar o outro, em suas convicções (religiosas). Cada um de nós somos seres únicos, carregamos nossas experiências, necessidades... e crenças. Por isso, é fundamental respeitar aquele que não acredita em reeencarnação.

domingo, 22 de novembro de 2009

Afirmação Esclarecedora

AFIRMAÇÃO ESCLARECEDORA
"E não quereis vir a mim para terdes vida."- Jesus. (JOÃO, 5:40.)

Quantos procuram a sublimação da individualidade precisam entender o valor supremo da vontade no aprimoramento.
Os templos e as escolas do Cristianismo permanecem repletos de aprendizes que vislumbram os poderes divinos de Jesus e lhe reconhecem a magnanimidade, caminhando, porém, ao sabor de vacilações cruéis.
Creem e descreem, ajudam e desajudam, organizam e pertubam, iluminam-se na fé e ensombram-se na desconfiança...
(texto de Emmanuel do livro Fonte Viva, p. 87)
(continua...)

sábado, 14 de novembro de 2009

A interferência do mundo espiritual em nossas atividades se dá de forma tão natural que, por vezes, nos esquecemos que eles (os Espíritos desencarnados) influenciam em nossa vida muito mais do que imaginamos, e que "de ordinário são eles que" nos dirigem.
No entanto, nosso livre-arbítrio, enquanto componente da Lei Natural de Liberdade, é sempre inviolável. Isso faz toda a diferença, porque aprendemos com a Doutrina dos Espíritos que não podemos mais "jogar"a culpa pelos nossos equívocos em cima do "outro"...
Já não cabe mais dizer que fomos influenciados pelo demônio...
Quer dizer então que a o Espiritismo diz que o demônio não pode nos influenciar?
Mas, e a questão que fala "de ordinário são eles que vos dirigem", como fica? Os Espíritos influenciam ou não em nossa vida?
De acordo com informação contida no Livro dos Espíritos, há uma constante inflência do mundo espiritual em nossa vida, sim...
(continua...)

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

auto-piedade

"[...] O Criador oferece à semente o sol e a chuva, o clima e o campo, [...] mas a semente terá que germinar por si mesma, elevando-se para a luz solar.
O homem recebe, igualmente, o Sol da Providência e a chuva de dádivas, [...] o campo da oportunidade, a defesa do amor e o adubo do sofrimento, [...] todavia, somos constrangidos a romper por nós mesmos os envoltórios inferiores, [...] (Emmanuel, no livro Fonte Viva, p. 34)
Diante de nossas dificuldades, nossa tendência natural, em regra, é colocar a "culpa" em fatores externos, e, não raras vezes, em outras pessoas. Seguimos dessa forma com a desastrosa ilusão de que somos vítimas da vida, das pessaos e das circunstâncias. Por que eu? De fato, como os Espíritos Superiores nos alertam, nosso (enquanto humanidade) maior obstáculo ao crescimento é o egoísmo ao lado do orgulho. Quando indagamos de forma rebelde por que eu?, estamos, em verdade, dizendo que se fosse com o outro não teria problema algum, afinal de contas, melhor que a desgraça seja na casa do vizinho do que na nossa, não é verdade?!! Hipocrisia dizer que (na maioria das vezes) não pensamos dessa forma. Atitudes como essa fazem com que permaneçamos num interminável círculo vicioso, que nos prende à inferioridade.
Mas, dizíamos que o orgulho também é um empecilho em nosso progresso moral. Somos extremamente orgulhosos pra reconhecer, por exemplo, que precisamos melhorar. Em geral, é o outro que precisa mudar. Quase sempre estamos convictos de que estamos corretos e de que estamos sofrendo injustiças (da vida). Aliás, essa suposta injustiça é vasto campo para nossas refexões, caso seja uma prioridade a questão evolutiva para nós. Teríamos muito a analisar.
Mas, finalizando, por hora, queremos deixar uma refexão: Será que diante de nossas dores, paramos para pensar que há outras pessoas que igualmente levam suas chagas morais, seus problemas e dificuldades? Ou, será que nos fechamos em nossas dores e nos limitamos, simplesmente, a lamentar, acalentando de forma ferrenha o sentimento de auto-piedade? E o que tudo isso tem a ver com o fragmento da mensagem de Emmanuel?

domingo, 25 de outubro de 2009

A violência do narcotráfico

"Considerando-se a aluvião de indivíduos que todos os dias são lançados na torrente da população, sem princípios, sem freio e entregues a seus próprios instintos, serão de espantar as consequências desastrosas que daí decorrem? [...] A desordem e a imprevidência são duas chagas que só uma educação bem entendida pode curar. Esse o ponto de partida, o elemento real do bem-estar, o penhor da segurança de todos." (Allan Kardec em O Livro dos Espíritos, p. 331 - Da Lei do Trabalho)
Kardec escreveu isso em 1857, mas nos parece bem atual. Ao propor o título de Dimensões da Doutrina Espírita, pretendíamos relacionar os lúcidos conteúdos compilados pelo educador, pesquisador e cientista francês à nossa realidade (brasileira).
É certo que a problemática do norcotráfico é bastente complexa. Envolve questões como reformas no código penal, corrupção nas instituições da polícia civil e militar, ineficiência na "proteção" das fronteiras do Brasil, que permite que as armas ilegais entrem no país e cheguem até os traficantes, e uma série de questões pontuais. No entanto, todos esses pontos levantados e debatidos por especialistas competentes, ainda deixam de lado o "usuário", que é visto em muitos momentos como vítima.
Esse aspecto por si só já nos forneceria amplo material de reflexão à luz do Espiritismo. Em verdade poderíamos nos perguntar: quem é vítima, quem é culpado nisso tudo? E os políciais que estavam no helicópetero e que foram abatidos pelo poderio bélico dos traficantes no Rio de Janeiro? E os três jovens que morreram pelo mesmo poderio bélico dos traficantes, quando voltavam de uma festa à fantasia na madrugada de sábado?
O noticiário da televisão nos informa que uma missa de sétimo dia foi rezada em nome dessas vítimas. Nada justifica essas mortes e, sem a menor dúvida, os responsáveis precisam responder por esses impiedosos crimes.
Entretanto, a pergunta continua a ecoar: quem é vítima e quem é culpado? E a sociedade? Até que ponto é refém do tráfico de drogas e de armas? Será que já conseguimos cogitar das inúmeras causas que levam a uma declarada guerra entre traficantes e sociedade? Até que ponto há essa demarcação - sociedade de um lado, traficante do outro?
Voltemos ao Livro dos Espíritos: "A desordem e a imprevidência são duas chagas que só uma educação bem entendida pode curar. Esse o ponto de partida, o elemento real do bem-estar, o penhor da segurança de todos."
Não pretendemos advogar em nome do traficante. Nossa ideia é levantar o questionamento: por que nossas leis são tão brandas com relação ao usuário? Por que não há uma relação direta entre a violência do narcotráfico e aquele que compra a maconha, a cocaína ou o crack para seu consumo? A movimentação financeira do tráfico (de drogas) é estimada em milhões de dólares. O traficante não tira dinheiro do próprio bolso para comprar armas, que servirão, inclusive, para matar o polícial ou o civil que esteja passando na hora da fuga, por exemplo. Pode-se pensar que o poder de fogo das armas que conseguiram abater o helicóptero semi-blindado da polícia do Rio diz, dentre outras coisas, que esse investimento (que, repetimos, não vem do bolso do traficante!) provem de outra(s) fonte(s).
Pensemos um pouco mais e façamos a nossa saudável e necessária reflexão.

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Dimensões da Doutrina Espírita

Quais seriam de fato as Dimensões da Doutrina Espírita?
Lembremos, ainda, que a Doutrina se nos apresenta sob um tríplice aspecto: religião, ciência e filosofia. Ao contrário do que muitos de nós pensamos ela não é finalidade. Não, definitivamente, não. O objetivo não é nos tornarmos espíritas. Doutrina Espírita é meio. Através dos esclarecimentos que nos oferece, torna-se um excelente instrumento a ser utilizado por nós em nossas múltiplas dificuldades do dia a dia. Obviamente há outros meios e caminhos para vencermos as nossas dificuldades e limitações.
Em momento algum torna-se uma pretensão do Espiritismo mostrar-se como o único caminho, embora seus fundamentos nos esclarecem de tal forma acerca de inúmeras incognitas que permeiam nossa realidade.
...
continua...

domingo, 30 de agosto de 2009

Porta estreita

"Larga é a porta da perdição, porque são numerosas as paixões más e porque o maior número envereda pelo caminho do mal. É estreita a da salvação, porque a grandes esforços sobre si mesmo é obrigado o homem que a queira transpor, para vencer suas más tendências, coisa a que poucos se resignam. É o complemento da máxima: Muitos são os chamados e poucos os escolhidos." (cap. XVIII do Evangelho Segundo o Espiritismo)
Se por um lado é fato que trazemos conosco nosso passado e nossas experiências de uma trajetória de seres imortais, não se pode esquecer que aqui estamos com o objetivo maior de nos libertarmos de toda esta carga, que ainda nos vincula à dor e ao sofrimento...
Não estamos irrevogavelmente destinados à porta estreita; se ela ainda nos parece assim, é devido ao conteúdo da nossa bagagem espiritual...
No entanto, cabe a cada um fazer seus esforços no empenho desta necessária e imprescindível libertação. Lembremos uma vez mais: é para issso que estamos aqui, para rompermos com o nosso passado. De fato, é impossível transpor a porta quando ainda arrastamos a carga volumosa do dias de ontem; entretanto, à medida que nosso esforço torna-se constante e nossa vontade é firmemente acionada, conseguimos perceber que a porta não se tornará menos estreita, mas o volume de nossa carga passa a ser redimensionado, permitindo, dessa forma, a nossa passagem.
"Todos temos, ligados a nós, desde o nosso nascimento, um Espírito bom, que nos tomou sob a sua proteção. Desempenha, junto de nós, a missão de um pai para com seu filho: a de nos conduzir pelo caminho do bem e do progresso, através das provações da vida. Sente-se feliz, quando correspondemos à sua solicitude; sofre, quando nos vê sucumbir." (Allan Kardec no Evangelho Segundo o Espiritismo, cap. XXVIII)