Como cooperas?

Como cooperas?
"Lembremo-nos de que há serviço divino dentro de nós e fora de nós. A favor de nossa própria redençao, é justo indagar se estamos cooperando com o espírito inferior que nos dominava até ontem ou se já nos afeiçoamos ao espírito renovador do Eterno Pai." Emmanuel/ Vinha de Luz

domingo, 6 de dezembro de 2009

A Virtude

A VIRTUDE
FRANÇOIS-NICOLAS-MADELEINE
Paris, 1863
8 – A virtude, no seu grau mais elevado, abrange o conjunto de todas as qualidades essenciais que constituem o homem de bem. Ser bom, caridoso, trabalhador, sóbrio, modesto, são as qualidades do homem virtuoso. Infelizmente, são quase sempre acompanhadas de pequenas falhas morais, que as deslustram e enfraquecem. Aquele que faz alarde de sua virtude não é virtuoso, pois lhe falta a principal qualidade: a modéstia, e sobra-lhe o vício mais oposto: o orgulho. A virtude realmente digna desse nome não gosta de exibir-se. Temos de adivinhá-la, mas ela se esconde na sombra, foge à admiração das multidões. São Vicente de Paulo era virtuoso. O digno Cura de Ars era virtuoso. E assim muitos outros, pouco conhecidos do mundo, mas conhecidos de Deus. Todos esses homens de bem ignoravam que eram virtuosos. Deixavam-se levar pela corrente das suas santas inspirações, e praticavam o bem com absoluto desinteresse completo esquecimento de si mesmos.
É para essa virtude, assim compreendida e praticada, que eu vos convido, meus filhos. Para essa virtude realmente cristã e verdadeiramente espírita, que eu vos convido a consagrar-vos. Mas afastai de vossos corações o sentimento do orgulho, da vaidade, do amor próprio, que deslustram sempre as mais belas qualidades. Não imiteis esse homem que se apresenta como modelo e se gaba das próprias qualidades, para todos os ouvidos tolerantes. Essa virtude de ostentação esconde, quase sempre, uma infinidade de pequenas torpezas e odiosas fraquezas.
O homem que se exalta a si mesmo, que eleva estátuas à sua própria virtude, em princípio aniquila, por essa única razão, todos os méritos que efetivamente podia ter. E que direi daquele cujo valor se reduz a parecer o que não é? Compreendo perfeitamente que aquele que faz o bem sente uma satisfação íntima, no fundo do coração. Mas desde o momento em que essa satisfação se exterioriza, para provocar elogios, degenera em amor- próprio.
Oh, vós todos, a quem a fé espírita reanimou os seus raios, e que sabeis quanto o homem se encontra longe da perfeição, jamais vos entregueis a essa estultícia! A virtude é uma graça, que desejo para todos os espíritas sinceros, mas com esta advertência: Mais vale menos virtude na modéstia, do que muitas no orgulho. Foi pelo orgulho que as humanidades se perderam sucessivamente. É pela humildade que elas um dia deverão redimir-se.
(O Evangelho Segundo o Espiritismo)

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Respeito às convicções individuais

"A matéria é o obstáculo útil; provoca o esforço e desenvolve a vontade; contribui para a ascensão dos seres, impondo-lhes necessidades que o obrigam a trabalhar." (Leon Denis do livro O problemas do ser, do destino e da dor, p. 163)
Nossa intenção não deve ser a de fazer proselitismo, ou seja, convencer o outro na "marra". A Doutrina Espírita oferece esclarecimento àqueles que estão em busca de respostas, de consolo, ... Não é finalidade, mas meio. Meio de renovação íntima, é pra isso que ela nos serve - como um instrumento. De forma muito lúcida, tendo a razão por base, Allan Kardec teve o cuidado de organizar, didaticamente, toda a estrutura dessa Doutrina, para que ela possa nos ajudar em nosso processo evolutivo.
Assim, não se pode violentar o outro, em suas convicções (religiosas). Cada um de nós somos seres únicos, carregamos nossas experiências, necessidades... e crenças. Por isso, é fundamental respeitar aquele que não acredita em reeencarnação.

domingo, 22 de novembro de 2009

Afirmação Esclarecedora

AFIRMAÇÃO ESCLARECEDORA
"E não quereis vir a mim para terdes vida."- Jesus. (JOÃO, 5:40.)

Quantos procuram a sublimação da individualidade precisam entender o valor supremo da vontade no aprimoramento.
Os templos e as escolas do Cristianismo permanecem repletos de aprendizes que vislumbram os poderes divinos de Jesus e lhe reconhecem a magnanimidade, caminhando, porém, ao sabor de vacilações cruéis.
Creem e descreem, ajudam e desajudam, organizam e pertubam, iluminam-se na fé e ensombram-se na desconfiança...
(texto de Emmanuel do livro Fonte Viva, p. 87)
(continua...)

sábado, 14 de novembro de 2009

A interferência do mundo espiritual em nossas atividades se dá de forma tão natural que, por vezes, nos esquecemos que eles (os Espíritos desencarnados) influenciam em nossa vida muito mais do que imaginamos, e que "de ordinário são eles que" nos dirigem.
No entanto, nosso livre-arbítrio, enquanto componente da Lei Natural de Liberdade, é sempre inviolável. Isso faz toda a diferença, porque aprendemos com a Doutrina dos Espíritos que não podemos mais "jogar"a culpa pelos nossos equívocos em cima do "outro"...
Já não cabe mais dizer que fomos influenciados pelo demônio...
Quer dizer então que a o Espiritismo diz que o demônio não pode nos influenciar?
Mas, e a questão que fala "de ordinário são eles que vos dirigem", como fica? Os Espíritos influenciam ou não em nossa vida?
De acordo com informação contida no Livro dos Espíritos, há uma constante inflência do mundo espiritual em nossa vida, sim...
(continua...)

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

auto-piedade

"[...] O Criador oferece à semente o sol e a chuva, o clima e o campo, [...] mas a semente terá que germinar por si mesma, elevando-se para a luz solar.
O homem recebe, igualmente, o Sol da Providência e a chuva de dádivas, [...] o campo da oportunidade, a defesa do amor e o adubo do sofrimento, [...] todavia, somos constrangidos a romper por nós mesmos os envoltórios inferiores, [...] (Emmanuel, no livro Fonte Viva, p. 34)
Diante de nossas dificuldades, nossa tendência natural, em regra, é colocar a "culpa" em fatores externos, e, não raras vezes, em outras pessoas. Seguimos dessa forma com a desastrosa ilusão de que somos vítimas da vida, das pessaos e das circunstâncias. Por que eu? De fato, como os Espíritos Superiores nos alertam, nosso (enquanto humanidade) maior obstáculo ao crescimento é o egoísmo ao lado do orgulho. Quando indagamos de forma rebelde por que eu?, estamos, em verdade, dizendo que se fosse com o outro não teria problema algum, afinal de contas, melhor que a desgraça seja na casa do vizinho do que na nossa, não é verdade?!! Hipocrisia dizer que (na maioria das vezes) não pensamos dessa forma. Atitudes como essa fazem com que permaneçamos num interminável círculo vicioso, que nos prende à inferioridade.
Mas, dizíamos que o orgulho também é um empecilho em nosso progresso moral. Somos extremamente orgulhosos pra reconhecer, por exemplo, que precisamos melhorar. Em geral, é o outro que precisa mudar. Quase sempre estamos convictos de que estamos corretos e de que estamos sofrendo injustiças (da vida). Aliás, essa suposta injustiça é vasto campo para nossas refexões, caso seja uma prioridade a questão evolutiva para nós. Teríamos muito a analisar.
Mas, finalizando, por hora, queremos deixar uma refexão: Será que diante de nossas dores, paramos para pensar que há outras pessoas que igualmente levam suas chagas morais, seus problemas e dificuldades? Ou, será que nos fechamos em nossas dores e nos limitamos, simplesmente, a lamentar, acalentando de forma ferrenha o sentimento de auto-piedade? E o que tudo isso tem a ver com o fragmento da mensagem de Emmanuel?

domingo, 25 de outubro de 2009

A violência do narcotráfico

"Considerando-se a aluvião de indivíduos que todos os dias são lançados na torrente da população, sem princípios, sem freio e entregues a seus próprios instintos, serão de espantar as consequências desastrosas que daí decorrem? [...] A desordem e a imprevidência são duas chagas que só uma educação bem entendida pode curar. Esse o ponto de partida, o elemento real do bem-estar, o penhor da segurança de todos." (Allan Kardec em O Livro dos Espíritos, p. 331 - Da Lei do Trabalho)
Kardec escreveu isso em 1857, mas nos parece bem atual. Ao propor o título de Dimensões da Doutrina Espírita, pretendíamos relacionar os lúcidos conteúdos compilados pelo educador, pesquisador e cientista francês à nossa realidade (brasileira).
É certo que a problemática do norcotráfico é bastente complexa. Envolve questões como reformas no código penal, corrupção nas instituições da polícia civil e militar, ineficiência na "proteção" das fronteiras do Brasil, que permite que as armas ilegais entrem no país e cheguem até os traficantes, e uma série de questões pontuais. No entanto, todos esses pontos levantados e debatidos por especialistas competentes, ainda deixam de lado o "usuário", que é visto em muitos momentos como vítima.
Esse aspecto por si só já nos forneceria amplo material de reflexão à luz do Espiritismo. Em verdade poderíamos nos perguntar: quem é vítima, quem é culpado nisso tudo? E os políciais que estavam no helicópetero e que foram abatidos pelo poderio bélico dos traficantes no Rio de Janeiro? E os três jovens que morreram pelo mesmo poderio bélico dos traficantes, quando voltavam de uma festa à fantasia na madrugada de sábado?
O noticiário da televisão nos informa que uma missa de sétimo dia foi rezada em nome dessas vítimas. Nada justifica essas mortes e, sem a menor dúvida, os responsáveis precisam responder por esses impiedosos crimes.
Entretanto, a pergunta continua a ecoar: quem é vítima e quem é culpado? E a sociedade? Até que ponto é refém do tráfico de drogas e de armas? Será que já conseguimos cogitar das inúmeras causas que levam a uma declarada guerra entre traficantes e sociedade? Até que ponto há essa demarcação - sociedade de um lado, traficante do outro?
Voltemos ao Livro dos Espíritos: "A desordem e a imprevidência são duas chagas que só uma educação bem entendida pode curar. Esse o ponto de partida, o elemento real do bem-estar, o penhor da segurança de todos."
Não pretendemos advogar em nome do traficante. Nossa ideia é levantar o questionamento: por que nossas leis são tão brandas com relação ao usuário? Por que não há uma relação direta entre a violência do narcotráfico e aquele que compra a maconha, a cocaína ou o crack para seu consumo? A movimentação financeira do tráfico (de drogas) é estimada em milhões de dólares. O traficante não tira dinheiro do próprio bolso para comprar armas, que servirão, inclusive, para matar o polícial ou o civil que esteja passando na hora da fuga, por exemplo. Pode-se pensar que o poder de fogo das armas que conseguiram abater o helicóptero semi-blindado da polícia do Rio diz, dentre outras coisas, que esse investimento (que, repetimos, não vem do bolso do traficante!) provem de outra(s) fonte(s).
Pensemos um pouco mais e façamos a nossa saudável e necessária reflexão.

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Dimensões da Doutrina Espírita

Quais seriam de fato as Dimensões da Doutrina Espírita?
Lembremos, ainda, que a Doutrina se nos apresenta sob um tríplice aspecto: religião, ciência e filosofia. Ao contrário do que muitos de nós pensamos ela não é finalidade. Não, definitivamente, não. O objetivo não é nos tornarmos espíritas. Doutrina Espírita é meio. Através dos esclarecimentos que nos oferece, torna-se um excelente instrumento a ser utilizado por nós em nossas múltiplas dificuldades do dia a dia. Obviamente há outros meios e caminhos para vencermos as nossas dificuldades e limitações.
Em momento algum torna-se uma pretensão do Espiritismo mostrar-se como o único caminho, embora seus fundamentos nos esclarecem de tal forma acerca de inúmeras incognitas que permeiam nossa realidade.
...
continua...

domingo, 30 de agosto de 2009

Porta estreita

"Larga é a porta da perdição, porque são numerosas as paixões más e porque o maior número envereda pelo caminho do mal. É estreita a da salvação, porque a grandes esforços sobre si mesmo é obrigado o homem que a queira transpor, para vencer suas más tendências, coisa a que poucos se resignam. É o complemento da máxima: Muitos são os chamados e poucos os escolhidos." (cap. XVIII do Evangelho Segundo o Espiritismo)
Se por um lado é fato que trazemos conosco nosso passado e nossas experiências de uma trajetória de seres imortais, não se pode esquecer que aqui estamos com o objetivo maior de nos libertarmos de toda esta carga, que ainda nos vincula à dor e ao sofrimento...
Não estamos irrevogavelmente destinados à porta estreita; se ela ainda nos parece assim, é devido ao conteúdo da nossa bagagem espiritual...
No entanto, cabe a cada um fazer seus esforços no empenho desta necessária e imprescindível libertação. Lembremos uma vez mais: é para issso que estamos aqui, para rompermos com o nosso passado. De fato, é impossível transpor a porta quando ainda arrastamos a carga volumosa do dias de ontem; entretanto, à medida que nosso esforço torna-se constante e nossa vontade é firmemente acionada, conseguimos perceber que a porta não se tornará menos estreita, mas o volume de nossa carga passa a ser redimensionado, permitindo, dessa forma, a nossa passagem.
"Todos temos, ligados a nós, desde o nosso nascimento, um Espírito bom, que nos tomou sob a sua proteção. Desempenha, junto de nós, a missão de um pai para com seu filho: a de nos conduzir pelo caminho do bem e do progresso, através das provações da vida. Sente-se feliz, quando correspondemos à sua solicitude; sofre, quando nos vê sucumbir." (Allan Kardec no Evangelho Segundo o Espiritismo, cap. XXVIII)

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Lei de Progresso

"A matéria é o obstáculo útil; provoca o esforço e desenvolve a vontade; contribui para a ascensão dos seres, impondo-lhes necessidades que o obrigam a trabalhar." (León Denis, do livro O problema do ser... pág. 163)
É sempre válido recordarmos que estamos todos submetidos à Lei do Progresso. Criados simples e ignorantes, construimos a nossa trajetória de seres imortais, acumulando experiências...
O movimento dinâmico do Universo nos incita, a todo instante, a caminhar. A vida nos faz esse convite a cada novo dia, a cada novo amanhecer. Entretanto, por vezes, somos teimosos. O orgulho, que nos impede de termos uma percepção real de nós mesmos, nos faz crer que estamos certos, mesmo quando insistimos em nos opor ao que recomenda a nossa consciência. A final de contas, é nela que estão inscritas as Leis Divinas, embora haja variação no grau de consciência de cada ser.
Porém, a vida possui seus mecanismos para fazer com que derpertemos.

domingo, 23 de agosto de 2009

"A faculdade de recordar é o agente que nos premia ou nos pune, ante os acertos e os desacertos da rota.
Dessa forma, se os atos louváveis são recursos de abençoada renovação e profunda alegria nos recessos da alma, as ações infelizes se erguem, além do túmulo, por fantasmas de remorso e aflição no mundo da consciência."
(Emmanuel, p. 21 do livro Religião dos Espíritos)

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Tentação

"Qual acontece com a árvore, a equilibrar-se sobre as próprias raízes, guardamos o coração na tela do presente, respirando o influxo do passado.
É assim que o problema da tentação, antes que nascido de objetos ou paisagens exteriores, surge fundamentalmente de nós - na trama de sombra em que se nos enovelam os pensamentos..."
(Emmanuel p. 19 do livro Religião dos Espíritos)

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Auto-conhecimento


Falta-nos um longo e laborioso caminho para nos libertarmos da forma... Não conseguimos, ainda, chegar até a essência. Por isso, tudo nos parece frágil e vulnerável. Todavia, a nossa vontade não foi acionada, permanecemos na superfície de tudo o que nos cerca; pior, nos contentamos com ela. Ignorância? Medo? Preguiça? Falta de fé, de motivação? Difícil responder...

É fato, no entanto, que esta tem sido uma postura corriqueira, um verdadeiro círculo vicioso, no qual nos encarceramos. Assim, nascemos e morremos, tornamos a nascer e morrer... sempre na superfície. Não nos ocupamos, inclusive, com o auto-conhecimento, o mergulho em nós mesmos. Talvez este seja o grandioso desafio, que viabiliza nossa ascensão e, consequente libertação; entretanto, permanecemos arraigados a ideia de grandioso no sentido de "insuperável"...

E, com isso, deixamos para depois. A final de contas, falta-nos tempo. São muitas as solicitações do dia-a-dia e, acaba sendo muito mais fácil "comprar pronto". Basta-nos ligar a televisão, somos mais uma vez "ludibriados" pela forma, pela imagem, e, simplesmente, nos deixamos "anestesiar". Na verdade, é o que os nossos cinco sentidos conseguem captar. Entretanto, somente somos ludibriados porque ainda nos permitimos...

Definitivamente, falta-nos o auto-conhecimento...