Como cooperas?

Como cooperas?
"Lembremo-nos de que há serviço divino dentro de nós e fora de nós. A favor de nossa própria redençao, é justo indagar se estamos cooperando com o espírito inferior que nos dominava até ontem ou se já nos afeiçoamos ao espírito renovador do Eterno Pai." Emmanuel/ Vinha de Luz

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

“Não te esqueças [...] de que a paz do mundo pode ser, muitas vezes, o sono enfermiço da alma. Busca [...] aquela paz do Senhor, paz que excede o entendimento, por nascida e cultivada, portas adentro do espírito, no campo da consciência e no santuário do coração.” (Emmanuel, p. 240 – Vinha de Luz)

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

DE ÂNIMO FORTE

“Porque Deus não nos deu o espírito de temor, mas de fortaleza, amor e moderação.” – Paulo. (II Timóteo, 1:7.)

Não faltam recursos de trabalho espiritual a todo irmão que deseje reerguer-se, aprimorar-se, elevar-se.
Lacunas e necessidades, problemas e obstáculos desafiam o espírito de serviço dos companheiros de fé, em toda parte.
A ignorância pede instrutores, a dor reclama enfermeiros, o desespero suplica orientadores.
Onde, porém, os que procuram abraçar o trabalho por amor de servir?
Com raras exceções, observamos, na maioria das vezes, a fuga, o pretexto, o retraimento.
Aqui, há temor de responsabilidade; ali, receios da crítica; acolá, pavor de iniciativa em benefício de todos.
Como poderá o artista fazer ouvir a beleza da melodia se lhe foge o instrumento?
Nesse caso, temos em Jesus o artista divino e em nós outros, encarnados e desencarnados, os instrumentos dEle para a eterna melodia do bem no mundo.
Se algemamos o coração ao medo de trabalhar em benefício coletivo, como encontrar serviço feito que tranquilize e ajude a nós mesmos? Como recolher felicidade que não semeamos ou amealhar dons de que nos afastamos suspeitosos?
Onde esteja a possibilidade de sermos úteis, avancemos, de ânimo forte, para frente, construindo o bem, ainda que defrontados pela ironia, pela frieza ou pela ingratidão, porque, conforme a palavra iluminada do apóstolo aos gentios, Deus não nos deu o espírito de temor, mas de fortaleza, amor e moderação.
Emmanuel, do livro Vinha de LUZ, p. 81

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Estímulo ao BEM

“[...]

Copiemos o pomicultor sensato.

Preparemos a terra, auxiliando-a e adubando-a. Em seguida, lancemos ao solo sementes e mudas valiosas.

O serviço mais importante caberá ao Senhor da Vida. Ele cuidará das circunstâncias favoráveis no espaço e no tempo, desenvolvendo-nos a sementeira, ou anular-no-á o serviço, através de processos naturais, adiando a realização de nossos desejos, em virtude de razoes que desconhecemos.

O pomicultor equilibrado trabalha com títulos de sincera confiança no Céu, ignorando, de maneira absoluta, se colherá flores ou frutos de suas obras, no quadro do imetiatismo humano.

Ampara-se, todavia, na Providência Divina e trabalha sempre, a benefício de todos.

Cumpramos, assim, nossa tarefa, por mais alta ou mais humilde, operando invariavelmente em nome de Jesus.

Junto dEle, sejam para nós a glória de amar e o prazer de servir.”

(Emmanuel, no livro Vinha de Luz, p. 248)

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

A nossa fragilidade é tão grande. À medida que o orgulho vai cedendo espaço, vamos percebendo, ou melhor: nos percebendo. Essa constatação íntima é fundamental para o processo de transformação. Atentemos para o fato de que não ocorrem rupturas; o caminho é longo e não se pode vislumbrar o fim desse imenso túnel. Há que se pensar e se destacar que embora túnel, surgem nessa caminhada, por vezes, vislumbres da grande claridade.
Não se pode alcançar uma compreensão plena de tudo o que ocorre; pode-se afiançar, todavia, que os que persistem e resistem são os vencedores de si mesmos. Não é essa a maior vitória?
De que vale a aparência se a essência permanece inalterada? Dói, não é fácil arrancar as camadas. Elas nos protegeram durante tanto tempo. Tempos de ignorância! É disso que você reclama? Prefere o anestésico, a ignorância à libertação?
Lembra do topo, da conquista sobre si próprio; lembra da sensação de ter atingido a meta de cada etapa. É como molhar os pés na água fria, depois da longa e árdua caminhada. Se ainda é árdua e áspera isso se deve às escolhas de ontem. Hoje você pode escolher diferente.
Lembre-se de que a escolha é realizada a cada momento. A cada momento!
Haja o que houver, lembre-se da bondade divina. Nunca estamos desamparados!

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

DÍVIDA DE AMOR

“Portanto, dai a cada um o que deveis; a quem tributo, tributo; a quem imposto, imposto; a quem temos, temor; a quem honra, honra.” (Romanos, 13:7.)

Todos nós guardamos a dívida geral de amor uns para com os outros, mas esse amor e esse débito se subdividem, através de inúmeras manifestações.
A cada ser, a cada coisa, paisagem, circunstância e situação, devemos algo de amor em expressão diferente.
A criatura que desconhece semelhante impositivo não encontrou ainda a verdadeira noção de equilíbrio espiritual.
Valiosas oportunidades iluminativas são relegadas, pelas almas invigilantes, à obscuridade e à perturbação.
Que prodigioso éden seria a Terra se cada homem concedesse ao próximo o que lhe deve por justiça!
O homem comum, todavia, gravitando em torno do próprio “eu”, em clima de egoísmo feroz, cerra os olhos às necessidades dos outros. Esquece-se de que respira no oxigênio do mundo, que se alimenta do mundo e dele recebe o material imprescindível ao aperfeiçoamento e à redenção. A qualquer exigência do campo externo, agasta-se e irrita-se, acreditando-se o credor de todos.
Muitos sabem receber, raros sabem dar.
Por que esquivar-se alguém aos petitórios do fragmento de terra que nos acolhe o espírito? Por que negar respeito ao que comanda, ou atenção ao que necessita?
Resgata os títulos de amor que te prendem a todos os seres e coisas do caminho.
Quanto maior a compreensão de um homem, mais alto é o débito dele para com a Humanidade; quanto mais sábio, mais rico para satisfazer aos impositivos de cooperação no progresso universal.
Não te iludas. Deves sempre alguma coisa ao companheiro de luta, tanto quanto à estrada que pisas despreocupadamente. E quando resgatares as tuas obrigações, caminharás na Terra recebendo o amor e a recompensa de todos.
Emmanuel, p. 335-336, do livro Vinha de Luz

A ilusao do egoísmo ainda nos faz crer que a vida nos deve, na personificaçao dos que se acercam de nossos passos; quando, na verdade, o Governador Espiritual do nosso planeta já nos alertava para a necessidade de extirmos o egoísmo de nós, para que verdadeirmante estejamos livres das imperfeiçoes que nos jungem ao solo da matéria.
"Todos nós guardamos a dívida geral de amor uns para com os outros, mas esse amor e esse débito se subdividem, através de inúmeras manifestações."
É na vivência de cada dia, em relaçao com todas as criaturas com as quais convivemos nos mais diversos contextos da vida, que temos a excelente oportunidade de quitarmos essa dívida de amor.

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Ricas contribuições de PAULO

Os chamados Luminares da Fé nos dão, por meio de seus exemplos, lições de compaixão, trabalho interior, perseverança, perdão, paciência e paz. Possuem como ponto de convergência, a mesma base/convicção (raízes fundamentadas em Deus e nas leis divinas ou naturais) e seus objetivo gravitam em torno da busca de uma auto iluminação/auto superação.
"Gravitar para a unidade divina, eis o fim da Humanidade. Para atingi-lo, três coisas são necessárias: a Justiça, o Amor e a Ciência. Três coisas lhe são opostas e contrárias: a ignorância, o ódio e a injustiça. [...]"
Essas sãs palavras do Apóstolo Paulo (Livro dos Espíritos, questao 1009). O mesmo Paulo que foi responsável por uma sanguinária perseguição aos cristãos nos primeiros tempos da Igreja do Caminho; Paulo/Saulo que foi, igualmente, o responsável direto pelo apedrejamento de Estevão. Mas, sobretudo, o Paulo, convertido de Damasco, que pagou suas dívidas, seu desvio, com o suor laborioso de sua jornada evolutiva, divulgando o Evangelho Divino aos gentios de então.
Fixemos, a princípio, na primeira parte da colocação de Paulo: "Gravitar para a unidade divina, eis o objetivo da Humanidade." Aqui o valoroso apóstolo sintetiza o que falou, pregou e escreveu aos companheiros de divulgação do Evangelho.
Nossa gravitação, no entanto, ainda é em torno do próprio umbigo. O egoísmo - eis a chaga da humanidade.
Ao nos referimos a isso, não podemos olvidar que a humanidade somos (todos) nós.
Gravitando em torno da unidade divina, abandonando nosso egocentrismo, passaremos, então, a perceber que não somos melhores do que os nossos companheiros de caminhada.
Os Luminares da Fé existem, por toda parte, anônimos ou conhecidos de toda gente, vinculados às mais diversas escolas religosas, não para adornar, enfeitar o mundo e fazer com que nossa sensibilidade seja acionada para o êxtase inoperante; mas, sobretudo, esses Luminares confirmam, numa mensagem profunda que visa a tocar nossos mais íntimos sentimentos, que somos (TODOS) criaturas divinas, portadores de uma essência (DNA Divino) que nos torna únicos...
Jamais perderemos a condição de filhos de Deus; ainda que nossa vida ateste o contrário disso, estamos irremediavelmente atrelados à Lei do Progresso.
"A disciplina não é uma cela trancada; é a chave da porta, que lhe permite sair e voltar." Chico Xavier

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

PORTAL SER/ Haroldo Dutra Dias

Olá, PESSOAL.
Segue, aos que ainda nao conhecem, a dica de um site mto interessante: http://www.portalser.org/.
Lá encontramos, dentre outras coisas, áudios (podcast) de programas gravados com Haroldo Dutra Dias, esse companheiro de ideal que tem trazido significativas contribuiçoes para nossos estudos e reflexoes. Vale mto a pena dar uma olhada!!!

ENTRE FALSAS VOZES

Se a preguiça te pede: Descansa!, responde-lhe com algum acréscimo de esforço no trabalho que espera teu concurso.
Se a vaidade te afirma: Ninguém existe maior que tu!, retribui com a humildade, reconhecendo que nao passamos de meros servidores da vida, entre os nossos irmaos de luta.
Se o orgulho te diz: Nao cedas!, aprende a esquecer-te, auxiliando sempre.
Se o ciúme te segreda aos ouvidos: A posse é tua!, guarda silêncio em tua alma e procura entender que o amor e o bem sao bênçaos do Céu, extensivas a todos.
Se o egoísmo te aconselha: Retém!, abre as tuas maos e distribui a bondade com os que te cercam.
Se a revolta te assevera: Reage e reivindica os teus direitos!, aguarda a Justiça Divina, trabalhando e servindo com mais abnegaçao.
Se a maldade te sugere: Vinga-te!, considera que mais vale amparar constantemente o companheiro, quanto tempos sido auxiliados por Jesus, afim de que o amor fulgure em nossas vidas.
Os falsos profetas vivem nos recessos de nosso próprio ser.
Surgem, cada dia, invariáveis, na forma da intriga ou da meledicência, da leviandade ou da indisciplina, induzindo-nos a cerrar o coraçao contra a consciência.
Se aceitamos Jesus em nosso roteiro, ouçamos o que nos diz o seu ensinamento e apliquemo-nos à prática de Suas liçoes Sublimes.
Olvidemos as insinuaçoes da ignorância e da treva, da crueldade e da má fé, que nos enrijecem o sentimento e, de coraçao unido à Vontade do Mestre, vendo a vida por seus olhos e ouvindo os nossos irmaos, através de seus ouvidos, estaremos realmente habituados à posiçao de intérpretes do seu Infinito Amor, em qualquer parte.
Emmanuel, médium Francisco Cândido Xavier, do livro Levantar e Seguir.


Creio que nao seja de forma gratuita que o Benfeitor ressalta a importância do sentimento mais de uma vez num texto tao curto: "[Os falsos profetas] surgem [...] induzindo-nos a cerrar o coraçao contra a consciência."; "Olvidemos as insinuaçoes da ignorância e da treva [...] que nos enrijecem o sentimento [...]". O sentimento diz respeito à essência, nao se restringindo à aparência.
Emmanuel nos lembra, ainda, das falsas vozes que ainda povoam nosso mundo íntimo, reafirmando nossa condiçao de seres ambivalentes em franco processo de transformaçao, atrelados, no entanto, a uma retaguarda de fragilidades (morais).

Que a nossa vontade de caminhar, resolutos, em consonância com os objetivos divinos, seja mais forte do que as vozes que teimam em nos reter ao solo!!!

terça-feira, 18 de outubro de 2011

PRECE

quinta-feira, 17 de março de 2011

Seu problema

Garanta a própria saúde, buscando nas lições do Evangelho o recurso para neutralizar a ação nociva dos sentimentos inferiores.

Violência que machuca?
É a brandura.

Preguiça que imobiliza?
É o trabalho.

Desespero que inflama?
É a fé.

Vaidade que exalta?
É a modéstia.

Inveja que corrói?
É a fraternidade.

Mágoa que intoxica?
É o perdão.

Prepotência que incha?
É a humildade.

Cólera que destempera?
É o controle.

Egoísmo que infeccciona?
É o desprendimento.

Vingança que enlouquece?
É o esquecimento da ofensa.

Sentimentos inferiores perturbam a evolução do Espírito e desorganizam as funções do corpo físico.

A doença é sempre consequência da inferioridade do mundo e da imperfeição própria, razão pela qual é justo que se exalte a pesquisa científica e o saneamento básico, mas se valorize também o esforço da transformação moral.

A pneumonia é assunto para o médico, mas as paixões são problema seu. ANDRÉ LUIZ/ANTONIO BADUY FILHO, em Vivendo o Evangelho, Vol. II, Lição 374, IDE/2010.

segunda-feira, 7 de março de 2011

OUTRO LADO DA FESTA



Os preparativos para a grande festa são providenciados por meses.

As escolas de samba preparam, ao longo do ano, as fantasias com que os integrantes irão desfilar nas largas avenidas, em meio às arquibancadas abarrotadas de espectadores.

Os foliões surgem de diversos pontos do planeta, trazendo na bagagem um sonho em comum: “cair na folia”.

Pessoas respeitáveis, cidadãos dignos, pessoas famosas, se permitem “sair do sério”, nesses dias de carnaval.

Trabalhadores anônimos, que andam as voltas com dificuldades financeiras o ano todo, gastam o que não têm para sentir o prazer efêmero de curtir dias de completa insanidade.

Malfeitores comuns se aproveitam da confusão para realizar crimes nefastos, confundidos com a massa humana que pula freneticamente.

Jovens e adultos se deixam cair nas armadilhas viscosas das drogas alucinantes.

Esse é o lado da festa que podemos observar deste lado da vida.

Mas há outro lado dessa festa tão disputada: o lado espiritual.

Narram os Espíritos superiores que a realidade do carnaval, observada do além, é muito diferente e lamentavelmente mais triste. Multidões de Espíritos infelizes também invadem as avenidas num triste espetáculo de grandes proporções. Malfeitores das trevas se vinculam aos foliões pelos fios invisíveis do pensamento, em razão das preferências que trazem no mundo íntimo.

A sintonia, no Universo, como a gravitação, é lei da vida. Vive-se no lugar e com quem se deseja psiquicamente. Há um intercâmbio vibratório em todos e em tudo. E essa sintonia se dá pelos desejos e tendências acalentados na intimidade do ser e não de acordo com a embalagem exterior.

E é graças a essa lei de afinidade que os espíritos das trevas se vinculam aos foliões descuidados, induzindo-os a orgias deprimentes e atitudes grotescas de lamentáveis consequências.

Espíritos infelizes se aproveitam da onda de loucura que toma conta das mentes, para concretizar vinganças cruéis planejadas há muito tempo.

Tramas macabras são arquitetadas no além túmulo e levadas a efeito nesses dias em que momo reina soberano sobre as criaturas que se permitem cair na folia.

Nem mesmo as crianças são poupadas ao triste espetáculo, quando esses foliões das sombras surgem para festejar momo.

Quantos crimes acontecem nesses dias...quantos acidentes, quanta loucura...

Enquanto nossos olhos percebem o brilho dos refletores e das lantejoulas nas avenidas iluminadas, a visão dos espíritos contempla o ambiente espiritual envolto em densas e escuras nuvens criadas pelas vibrações de baixo teor.

E as consequências desse grotesco espetáculo se fazem sentir por longo prazo. Nos abortos realizados alguns meses depois, fruto de envolvimentos levianos, nas separações de casais que já não se suportam mais depois das sensações vividas sob o calor da festa, no desespero de muitos, depois que cai a máscara...

Por todas essas razões vale a pena pensar se tudo isso é válido. Se vale a pena pagar o alto preço exigido por alguns dias de loucura.

Os noticiários estarão divulgando, durante e após o carnaval, a triste estatística de horrores, e esperamos que você não faça parte dela.

Você sabia?

Você sabia que muitas das fantasias de expressões grotescas são inspiradas pelos espíritos que vivem em regiões inferiores do além?

É mais comum do que se pensa, que os homens visitem esses sítios de desespero e loucura durante o sono do corpo físico, através do que chamamos sonho.

Enquanto o corpo repousa o espírito fica semiliberto e faz suas incursões no mundo espiritual, buscando sempre os seres com os quais se afina pelas vibrações que emite.

Assim, é importante que busquemos sintonizar com as esferas mais altas, onde vivem espíritos benfeitores que têm por objetivo nos ajudar a vencer a difícil jornada no corpo físico.

Equipe de redação do Momento Espírita, baseado nos capítulos 6 e 23 do livro “Nas Fronteiras da Loucura”, ed. Leal.

domingo, 6 de março de 2011

Breves reflexões acerca do carnaval

As implicações de ordem moral/espiritual, decorrentes das comemorações de Momo pelo país, mereceriam um pouco mais de atenção da nossa parte.
Sabemos, pelas informações dos Espíritos [algumas obras abordam a temática, como por exemplo, Nas fronteiras da loucura, de Manoel Philomeno de Miranda], que este período do carnaval é bastante propício às quedas morais.
Imperfeitos, que ainda somos, nosso grau de vulnerabilidade às tentações de diversos matizes, passa, por vezes, despercebido por nós mesmos.
Mais do que nunca, a recomendação de Jesus torna-se pertinente e útil: é preciso orar e vigiar - não a vida alheia, mas a nossa própria conduta [mental, incluisve!] diante das comemorações.
Forçoso reconhecer que ainda não nos conhecemos como deveríamos.
A colocação de Agostinho [em O Livro dos Espíritos], dizendo-nos que o autoconhecimento é a chave do progresso individual, encaixa-se perfeitamente no que gostaríamos de destacar nesse breve texto.
As tentações que ainda conseguem abalar as nossas fibras e convicções ético-morais só encontram ressonância em nós na medida em que ainda não as superamos.
Se nossas convicções são abaladas é porque ainda não foram totalmente consolidadas, logo não poderiam ser tidas a conta de convicção. A palavra utilizada tem o própósito de chamar a nossa atenção para as nossas fragilidades que não são reconhecidas por nós. Ao negligenciarmos com esse necessário e fundamental olhar para dentro de nós [o autoconhecimento], nos tornamos ainda mais vulneráveis.
Por exemplo, se eu nego para mim mesma que a vaidade seja um problema que eu possuo, mais facilmente eu posso escorregar nessa problemática, já que sequer a cogito como dificuldade não superada.
Lembrando, sobretudo, que nesse período do carnaval, por conta do forte apelo sensual, espíritos ainda ligados às sensações puramente materiais possuem largo acesso àqueles que lhes permitem a presença. Sabemos do constante intercâmbio entre os dois planos, material e espiritual. Não seria diferente no período da festa da carne.
Reconhecer nossas [verdadeiras] fragilidades morais pode ser um bom caminho para aqueles que não gostariam de se compromenter ainda mais diante de seu planejamento espiritual. Sem contar que, percebendo-se, fica mais fácil prevenir-se do forte assédio espiritual pelo qual todos passamos, principalmente em períodos turbulentos nos quais estamos vivendo.
Não é preciso dizer aos outros quais as limitações morais ainda nos prendem à inferioridade; reconhecê-las para nós mesmos, no entanto, é de suma importância num processo de reforma íntima. Nesse sentido, vale a pena finalizar estas breves reflexões com a citação literal de Agostinho [Livro dos Espíritos, questão 919a] - "O conhecimento de si mesmo é, portanto, a chave do progresso individual."